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pamellamira:

Num ônibus está o mundo todo.
Pouco contato,
Globalização sem relações internacionais.

As vezes um “por favor”, por favor,
Ou um “obrigado”, por obrigação.
Diplomacia.

Em cada ponto sobem mais, descem poucos,
Cada vez mais quente, aquecimento global.

Poucos estão sentados,
Alguns dormem no assento preferencial.
Desigualdade social.

Quero descer, mas não alcanço o sinal.
Passei do ponto, agora só no Terminal.
Estado terminal! 

Eu tô plugado na vida
Eu tô curando a ferida
Às vezes eu me sinto
Uma mola encolhida

Você é bem como eu
Conhece o que é ser assim
Só que dessa história
Ninguém sabe o fim.

Você não leva pra casa
E só traz o que quer

Mulher.
Nos traços mais profundos que os anos trazem na mulher madura, que feliz anda de balanço e ainda teima em ser criança. Sente o aroma das flores, pensa no amor e chora lagrimas de dor.
Depois sorri, enchendo-se de esperança, quando sua musica canta.
Solange Medeiros (mamae - devia ter sido escritora.)
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